• Baleia Urbana

Baleia recomenda: "Human"

Atualizado: Mai 18

As complicações da rotina diária ou simplesmente a falta dela são fatores que nos permitem esquecer ou postergar questionamentos importantes. Em outras épocas, o pensar de modo filosófico já foi muito mais valorado (e não monetariamente), é preciso lembrar que pessoas que pensam são perigosas. Sim, perigosas dentro de uma versão de sociedade que hoje as exclui ou as taxa como incapazes, vagabundos, errantes...


Fomos sendo reprimidos a pensar, desencorajados a cada atitude até o ponto em que questionar se tornou um ato suficientemente subversivo.


E quantas vezes em um lapso ou descuido nos pegamos pensando: E se fosse diferente?


Qual é o problema central ou os problemas centrais que deveriam ser abordados?

Como admitimos e chancelamos todos os dias que pessoas morram de fome, passem frio ou adoeçam por malezas absurdamente tratáveis?

É de conhecimento comum que a maioria das doenças que atingem áreas periféricas está diretamente relacionada à sua veiculação hídrica, e por qual motivo não é feito a rede de saneamento básico e de abastecimento de água ? Não estamos nem falando de localidades distantes... isso acontece em São Paulo, a cidade que mais gera riqueza no país (os economistas piram, os traders do mercado financeiro então... aliás, se autointitularam condado da Faria Lima, que nojo né?)Enfim, o que devemos abordar então?


Depois de uma introdução que insere mais dúvidas do que as respostas do Oráculo, é preciso ir direto ao ponto: Baleia recomenda o documentário "Human".

Ao tratar de diversas questões sistêmicas é fácil esquecer-se do elo entre elas: o fator humano.

E a Baleia faz questão de lembrar, o fator humano, aqui personificado em alguns retratos de existência e atuação não é um elogio ao individual, à atomização do ser e a ruptura do sentimento de comunidade. As infinitas realidades (e porque não dizer possibilidades) da existência humana são um eloquente grito por um senso maior de troca, de comunidade, de socialização.


A obra aborda com riqueza os contextos histórico, geográfico e étnicos oferece excelentes subsídios para debates e reflexões. E, inevitavelmente, ao assistir, aguça o que temos de mais humano: o questionamento sobre a atual situação de capacidade de empatia.


Um documento épico, de três volumes, sobre relatos de lutas, triunfos e constatações que unem a todos, Human leva os espectadores a uma viagem ao redor do mundo para descobrir o que significa ser humano.


Através de uma série de mais de 2000 entrevistas conduzidas em 60 países. Dentre eles 4 brasileiros, não nos são apresentados com nome e pais de origem, escolha acertada da direção, o que torna a obra mais universal. Os relatos variam entre histórias de vida inacreditáveis e situações corriqueiras. Casos de amor e também de ódio e vingança. Ao despir-se de julgamentos morais, cabe ao espectador decidir como lidar com tudo isso. Dirigido pelo fotógrafo e ambientalista francês Yann Arthus-Bertrand, o documentário minimalista exprime com sucesso a experiência humana em todas as suas formas. Histórias que vão desde a pobreza e abuso doméstico até contos de amor e alegria.


“Eu sou um homem entre sete bilhões de outros. Nos últimos 40 anos, fotografei nosso planeta e sua diversidade humana e sinto que a humanidade não está fazendo nenhum progresso. Nem sempre conseguimos viver juntos. Por que é que? Não procurei uma resposta em estatística ou análise, mas no próprio homem. ”- Yann Arthus-Bertrand


Todas as entrevistas da série estão disponíveis em varias plataformas, inclusive no youtube. Os episódios têm em média 90 min cada, mas podem ser assistido por partes, de acordo com os interesses e metas de determinado grupo.


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© 2019. Baleia Urbana por Tales Ferretti